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Mayara continua internada em estado grave na UTI da Santa Casa

O juiz titular da 1ª JD da Comarca de Poços de Caldas, Maurício Ferreira da Cunha , concedeu na tarde desta quinta-feira, dia 14 de julho, liminar a uma ação judicial impetrada onde se requer a transferência urgente da paciente Mayara Alves da Silva Rojas, de 23 anos, que há vários dias está internada na UTI da Santa Casa com grande parte de seu corpo comprometido por queimaduras de terceiro grau. A ação foi impetrada por um, vereador da Zona Leste através dos advogados Igor Inácio Schreder e Tânia Luiza Schreder, em ação semelhante àquela que resultou na transferência de outra moça também gravemente queimada, Emily, que foi transferida para o Hospital João XXIII em BH, no último final de semana.

Mayara Alves Silva teve o corpo queimado enquanto estava no apartamento do namorado no dia 02 de Julho, quando a PM informou que foi acionada para atender uma ocorrência de briga de casal, na Rua Pernambuco, no centro da cidade. Na ocasião, uma testemunha, vizinha do casal, contou aos policiais que estava ocorrendo uma discussão na residência ao lado, que a mulher durante a briga estava gritando por socorro, e que na sequência, foi socorrida por uma viatura do Samu com destino ao Hospital Santa Casa. Aos policiais, o namorado contou que durante uma discussão, com a intenção de terminar o relacionamento com Mayara, ela teria dito que se mataria. Na sequência, ele relatou que ouviu um grito de socorro e que eles não estavam no mesmo cômodo. O rapaz contou que foi em direção a namorada e constatou que havia chamas no peito e nos cabelos dela.  E que tentou apagar o fogo de várias maneiras e não conseguiu. Contou ainda que, colocou a mulher debaixo do chuveiro e na sequência, chamou o Samu. Devido ao estado de saúde da jovem, ainda não foi possível colher a versão dela. Segundo a Santa Casa, Mayara aguarda liberação de uma vaga para ser transferida para um hospital especializado em vítimas de queimaduras.

Em sua sentença, o magistrado determina que o Estado de Minas Gerais tome no prazo de 48 horas todas as medidas possíveis para efetuar a transferência para o Hospital João XXIII, especializado em tratamento de pacientes com queimaduras, inclusive com a disponibilização de serviço de remoção aérea - tal como observado no outro caso similar de Emily. E que sejam comunicados todos os entes e agentes relacionados à questão. Em caso de descumprimento, estipula multa de R$ 50 mil por dia.